Lula venceu o segundo turno no domingo. Nesta edição, olhamos para o que vem depois das urnas. O Índice de Convergência Liberal registrou o que os novos governadores prometeram. Agora é hora de cobrar. E mais: o debate que virou ringue, a maioridade penal, o Bolsa Família e a agenda econômica do novo mandato. Boa leitura!
Destaque
As urnas falaram. Agora é cobrar.

O que aconteceu: Lula venceu com 51,79% dos votos válidos. Seis estados também escolheram governador no segundo turno. Em todos eles, o Livres comparou os planos dos dois finalistas com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026.
O que os eleitos prometeram: o plano de Omar Aziz (PSD), eleito no Amazonas, é o que mais converge com a agenda liberal: 52,4%. Na outra ponta está Cadu Xavier (PT), no Rio Grande do Norte, com 40,5%. Entre os dois ficam Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins, Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo, Mailza Assis (PP), no Acre, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal.
O que ficou de fora: a maioria dos planos aceita modernizar a gestão, com digitalização e inteligência artificial. Mas evita mudar quem presta o serviço ou como se contrata. Câmeras corporais em policiais, vale-educação e revisão dos incentivos fiscais quase não aparecem.
Por que importa: o Livres é apartidário e não recomendou voto. O Índice serve para outra coisa: registrar, com critérios públicos, o que cada candidato prometeu. Agora, dá para cobrar esses compromissos nos próximos quatro anos.
"Quando a sociedade tem critérios claros para cobrar, o debate público melhora e as pessoas escolhem com mais liberdade."
— Magno Karl, diretor executivo do Livres
Veja o que cada eleito prometeu →
Livres pelo Brasil
Novidades do Livres e de quem leva as ideias liberais à política.
Marcela Trópia, Líder Livres e vereadora em Belo Horizonte: falta auditoria e transparência no contrato de ônibus da cidade — O Tempo (vídeo)
O debate
O debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro virou troca de ataques. Vozes do Livres explicam o que isso diz sobre a nossa democracia.
Sarah Melo, coordenadora de comunicação do Livres, e Vinícius Melo: com poucos debates, a campanha virou disputa de imagens e rebaixou o eleitorado de juiz a plateia — Congresso em Foco
Mano Ferreira: na lógica das redes, o debate da Band premiou quem humilhou o adversário, não quem convenceu o eleitorado — Diario de Pernambuco
A reta final
Até a véspera, a disputa parecia aberta. Veja como vozes do Livres leram os últimos dias de campanha.
Fernando Schüler: a campanha virou um show de populismo, que aposta na desinformação e na lentidão da Justiça — Rádio Bandeirantes (vídeo)
Magno Karl analisa a antecipação do Bolsa Família e os limites da checagem de fatos nos debates — Canal Meio (vídeo)
Magno Karl analisa se a mobilização de rua poderia ajudar Lula a conquistar os indecisos — Metrópoles (vídeo)
Magno Karl, três dias antes do segundo turno, analisa a pesquisa Quaest e a queda da diferença entre Lula e Flávio — Metrópoles (vídeo)
Murilo Medeiros, associado do Livres, analisa o empate no Datafolha na reta final da campanha — MyNews (vídeo)
Segurança pública
O Senado deixou a PEC da Segurança para depois da eleição, e a maioridade penal voltou ao centro do debate.
Magno Karl: o apoio de 80% à redução da maioridade penal não separa medo da violência, desejo de punição e insatisfação com as medidas atuais — O Brasilianista
Leandro Piquet: o vazamento do Smart Sampa revela uma crise de gestão de dados, não de tecnologia — CNN Brasil
Economia e trabalho
Juros, informalidade e Bolsa Família: a agenda que espera o novo mandato.
Samuel Pessôa: com inflação e juros altos, gastar mais não faz a economia crescer, e alguém precisa ensinar a Lula o outro Keynes — Folha de S.Paulo
Deborah Bizarria: crescer exige ir além do ajuste fiscal e rever subsídios e proteções a setores — Folha de S.Paulo
Cecília Machado: o fim da 6x1 e o MEI maior empurram contratações para fora da CLT, e 38 milhões de informais seguem esquecidos — Folha de S.Paulo
Mano Ferreira: a regra de saída do Bolsa Família corta o benefício de uma vez, quando deveria ser uma rampa — UOL (vídeo)
Brasil no mundo
Política externa e comércio: o que está em jogo para o país.