Lula venceu o segundo turno. Nesta edição, vozes do Livres refletem sobre o que a democracia pede depois das urnas: respeito ao resultado e instituições que agem dentro dos seus limites. E mais: como foi a virada, a conta do novo mandato, o Bolsa Família, a segurança pública e o Brasil entre Estados Unidos e China. Boa leitura!
Destaque
O que a democracia pede depois das urnas

O que aconteceu: Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos. Foi uma virada: no primeiro turno, Flávio Bolsonaro tinha ficado à frente, com 47,03%. No dia seguinte à eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu o passaporte do senador. Flávio não reconheceu a derrota e viajou para os Estados Unidos.
O que dizem vozes do Livres: no dia da eleição, Mano Ferreira lembrou que é preciso respeitar o resultado das urnas, ganhe quem ganhar. A volta ao normal também depende das instituições. Para Fernando Schüler, "pacificação significa voltar à norma constitucional". Isso pede um Judiciário que aplica a lei, sem criá-la nem suspendê-la por decisão individual.
Por que importa: a democracia depende de três atitudes. Quem perde reconhece o resultado. Quem ganha respeita quem perdeu. Quem julga age dentro da lei. O Livres é apartidário e defende as três, seja qual for o resultado.
"Não existe democracia apenas quando o meu lado ganha."
— Mano Ferreira, diretor de Operações do Livres
Assista ao comentário de Mano Ferreira →
Depois das urnas
A contestação do resultado e o papel do Supremo marcaram a semana depois da eleição. Vozes do Livres explicam o que está em jogo.
Magno Karl: as investigações sobre Flávio devem seguir, mas pedir o passaporte do senador no dia seguinte à eleição não ajuda o país a voltar ao normal — Metrópoles (vídeo)
A virada
Flávio saiu na frente no primeiro turno, e Lula virou no segundo. Vozes do Livres acompanharam a reta final e a apuração.
Magno Karl, na véspera: a virada era difícil, mas possível, porque "a disputa recomeçou do zero" — Portal Viva, também sobre os governadores
Magno Karl: o papel do vice é subestimado, e Alckmin era a principal ponte de Lula com o centro — O Brasilianista
Magno Karl analisa o debate da Globo: numa disputa apertada, cada voto conquistado pode decidir a eleição — O Tempo (vídeo)
Magno Karl, durante a votação: engajamento é a parte bonita da eleição. Violência é outro assunto, e a punição precisa ser exemplar — Metrópoles (vídeo)
Magno Karl, na noite da apuração: o recado das urnas não foi um cheque em branco. Com um Congresso mais à direita, frente ampla virou necessidade — Canal Meio (vídeo)
A conta do novo mandato
O quarto mandato começa com gasto em alta, juros altos e um Congresso difícil.
Samuel Pessôa: o gasto obrigatório cresce mais rápido que a economia, e Lula não liga isso aos juros altos — CNN Brasil (vídeo)
Persio Arida, conselheiro acadêmico do Livres: o sistema político está travado, e isso dificulta muito as reformas — Valor Econômico
Uriã Fancelli: qual é a credibilidade de um ministro da Fazenda que talvez nem fique no cargo? E, com um Congresso fragmentado, Lula vai ter de abrir a carteira para ter apoio — Rádio CBN (vídeo) e NOW
O que cobrar do novo governo
Bolsa Família, segurança e clima: propostas para o quarto mandato.
Laura Müller Machado: o Bolsa Família precisa de um "Oportunidade Família", com agentes que ajudem cada família a chegar ao trabalho, como já acontece na saúde — Folha de S.Paulo
Brasil no mundo
Trump, China e minerais críticos: o que o novo mandato terá pela frente.