Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o segundo turno em 25 de outubro. Ontem, Flávio teve 47% dos votos válidos, e Lula, 45%. O destaque desta edição é o Índice de Convergência Liberal, que mostra quanto os planos de governo dos dois se aproximam da agenda liberal. E mais: censura na campanha, bets, dívida pública, trabalho e política externa. Boa leitura!
Destaque
Segundo turno: quanto da agenda liberal está nos planos de Flávio e Lula?

O que é: na quinta-feira (1º), o Livres lançou o Índice de Convergência Liberal. Ele compara, proposta por proposta, os planos de governo registrados no TSE com as 113 propostas do nosso Caderno de Políticas Públicas 2026. O estudo avalia os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas.
O resultado: em média, só 30,6% da agenda aparece nos planos. Nenhum chega a 55%. Romeu Zema (54,8%) e Ronaldo Caiado (44,3%) tiveram as maiores notas, mas ficaram fora do segundo turno.
Flávio x Lula: Flávio Bolsonaro marca 31,0%, e Lula, 20,4%. Flávio fica à frente em quatro dos cinco temas. Lula tem a maior nota de todos em segurança pública (53,1%) e é o único sem nenhuma proposta barrada por ferir a Constituição. Na reforma do Estado, porém, marca 1,4%, o menor índice do estudo.
Por que importa: o Índice não diz em quem votar. Ele mostra onde cada plano se aproxima ou se afasta de soluções que ampliam a liberdade de escolha de quem mais precisa. Até o dia 25, é uma régua para cobrar compromissos dos dois candidatos.
"Independente de quem vença, o Brasil vai precisar de propostas sólidas, e é isso que queremos oferecer à sociedade brasileira."
— Magno Karl, diretor executivo do Livres
Veja a nota de cada candidato por tema →
Eleições
A disputa segue apertada, e um quinto do eleitorado não foi votar. Veja o que vozes do Livres disseram na reta final do primeiro turno.
Mano Ferreira e Deborah Bizarria: a campanha tem muito ataque e pouca proposta — Canal Meio (vídeo)
Mano Ferreira: quando as regras valem só para um lado, o eleitorado se afasta das urnas — UOL (vídeo)
Mano Ferreira: a crise da democracia também é uma crise do liberalismo — Diário de Pernambuco
Magno Karl: voto branco e nulo não contam na apuração, mas mandam um recado — Correio Braziliense
Estado e instituições
A Justiça mandou tirar do ar vídeos de Lula e de Nikolas Ferreira, e decisões de ministros levaram ao cancelamento do último debate. Para vozes do Livres, quem julga não deve entrar em campo.
Matheus Rocha, analista de Políticas Públicas do Livres: decisões individuais e contraditórias de ministros deixaram o eleitorado sem o último debate — Congresso em Foco
Fernando Schüler: censurar Lula e Nikolas é um erro, porque "a sociedade não é feita de crianças" — Estadão (vídeo)
Fernando Schüler: transformar a disputa política em crime corrói a democracia — Estadão
Uriã Fancelli: o STF precisa de fiscal, não de torcida — Veja Rio
Economia
Das bets à dívida pública: as contas que quem vencer vai herdar. E uma série sobre o Plano Real.
Elena Landau: proibir as bets por medida provisória afasta investidores de todos os setores — O Globo
Samuel Pessôa: sem cortar gastos, a dívida vai crescer ainda mais rápido no próximo governo — Folha de S.Paulo
Elena Landau e Pérsio Arida contam, em série do canal History2, como o Real transformou o Brasil — Portal TV Streaming
Trabalho e renda
O que as evidências dizem sobre como ajudar quem quer trabalhar e empreender.
Mundo
O Livres na imprensa internacional e três debates sobre os EUA: tarifas, Groenlândia e imigração.
Magno Karl é capa da revista espanhola Avance de la Libertad: "Vamos construir além dos dois blocos" — Livres
Sandra Rios, conselheira acadêmica do Livres: revidar as tarifas dos EUA pode ser um tiro no pé — Valor Econômico
Rafael Moredo, coordenador de Políticas Públicas do Livres: com o acordo da Groenlândia, os EUA ganham poder de veto e a soberania da Dinamarca fica no papel — O Brasilianista
Rafael Moredo: o problema da polícia de imigração dos EUA não é controlar a imigração, é agir sem regras nem responsabilização — Record Americas (vídeo)