O Livres comparou os planos de governo de Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL), que disputam o 2º turno para o governo do Amazonas, com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026. Só contam compromissos para 2027 a 2030. A série não diz em quem votar.
2º turno · Governo do Amazonas
Plano de Omar Aziz: mais de 1.500 páginas, com prazos e indicadores. Plano de Professora Maria do Carmo: 9 páginas, com cerca de 40 compromissos curtos.
Quanto cada plano converge
Toque num nome para ver o que cada plano acolhe, diverge ou ignora.
Por eixo
Segurança pública12 propostas
Estados eficientes8 propostas
Educação15 propostas
Saúde e sustentabilidade13 propostas
Prosperidade7 propostas
Cidades8 propostas
O que o estudo mostra
- Omar Aziz soma 52,4% e Maria do Carmo, 30,2%. O plano dela não trata de 32 das 63 propostas; o dele, de 14.
- Omar vai melhor em segurança, eficiência do Estado, educação e saúde e sustentabilidade. Maria do Carmo vai melhor em prosperidade. Em cidades, empatam.
- Nenhum dos dois tem divergência. As parcerias de Omar em educação, presídios e saneamento aparecem como estudos ou possibilidades, não como compromissos.
Entre elas: diversificação do ensino médio, modernização do licenciamento ambiental, políticas emancipatórias e regularização fundiária.
Entre elas: câmeras corporais, vale-educação, contratação de professores pela CLT e leilão e reutilização de imóveis estaduais ociosos.
Análise preliminar. O filtro constitucional não excluiu nenhuma proposta. O ponto de atenção é o monitoramento tecnológico na segurança: Maria do Carmo o propõe sem salvaguardas, e Omar cita a LGPD, mas não detalha protocolos auditáveis, controle externo ou regras de retenção de dados.
Fora do índice. Maria do Carmo propõe elevar o Auxílio Estadual Permanente para R$ 300,00, e Omar Aziz propõe novos mecanismos de incentivo a investimentos e aluguel social subsidiado em até 80% do valor de mercado.
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Outros estados no 2º turno
Ver os seis estados no mapaComo o índice é calculado nos estados
O recorte estadual do Índice de Convergência Liberal compara os planos de governo registrados no TSE pelos candidatos ao 2º turno para governador com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026. Há 2º turno para governador em seis estados: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
As propostas se dividem em seis eixos: segurança pública, estados eficientes, educação, saúde e sustentabilidade, prosperidade e cidades. Cada uma recebe uma de quatro classificações. O índice soma os pontos e divide o resultado pelo número de propostas aplicáveis. Só contam compromissos para 2027 a 2030: realizações passadas descritas nos planos não entram na conta.
Antes da comparação, uma análise preliminar verifica se alguma proposta dos planos esbarra na Constituição. Quando há incompatibilidade, a proposta fica fora da conta.
- +1
- Convergência plena: o plano propõe medida equivalente ou compatível.
- +0,5
- Convergência parcial: avança na mesma direção, com outro desenho.
- 0
- Divergência: propõe o caminho oposto.
- 0
- Não aborda: o plano não trata do tema.
índice = (plenas + ½ × parciais) ÷ propostas aplicáveis
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