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A jornada pode cair para 40 horas. O emprego formal, também.

Radar da Liberdade · Semana de 5 a 9 de outubro de 2026
7 de outubro de 2026 por
A jornada pode cair para 40 horas. O emprego formal, também.
Matheus Rocha
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Passado o primeiro turno, Brasília voltou ao trabalho. O Senado pautou o fim da escala 6x1, e o governo quer aprovar antes de 25 de outubro.

DESTAQUE

40 horas
jornada semanal máxima proposta, contra 44 hoje

2 dias
de descanso remunerado por semana

49 votos
mínimo no Senado, em dois turnos

O que é. A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com até 8 horas por dia, e garante dois dias de descanso, sem corte de salário. A transição prevê 42 horas em dois meses e 40 horas em um ano.

Em que pé está. O texto já passou pela Câmara e pela CCJ do Senado. O plenário começou a discussão na terça (6) e pode votar o primeiro turno na semana que vem. O governo tem pressa, mas a própria liderança admite que o resultado das urnas complicou a conta.

O que muda na sua vida. Para quem tem carteira assinada, a promessa é trabalhar menos e ganhar o mesmo. Mas a hora trabalhada fica mais cara para quem contrata. A conta pode virar demissões, preços mais altos ou vagas sem carteira, num país em que quase 4 em cada 10 pessoas já trabalham na informalidade.

A posição do Livres. Melhorar a vida de quem trabalha é um objetivo justo. Mas uma regra única ignora que um hospital, uma padaria e uma startup funcionam de jeitos diferentes. As pequenas empresas, que mais empregam, seriam as mais afetadas.

  • Negociação: liberdade para quem contrata e quem é contratado acertar a jornada de cada setor.

  • Produtividade: qualificação e competitividade, a base de salários maiores.

Uma regra só não serve para todo mundo.
Quem trabalha precisa de mais escolhas, não de menos vagas.

Veja o estudo do Livres sobre a escala 6x1

RADAR

PLACAR

▲ Avançou

  • Senado: PEC da 6x1 em discussão no plenário

  • STF: ICMS e insalubridade na pauta

▼ Travou

  • Câmara: semana sem votações

  • Contas públicas: ajuste de R$ 250 bi sem plano

MONITORAMENTO COMPLETO DA SEMANA

Notícias da semana

  • Estabilizar a dívida pública requer um ajuste de ao menos R$ 250 bilhões, dizem economistas.

  • Focus: o mercado eleva a previsão da inflação para 5,01% em 2026.

  • Só 27,7% de quem empreende até os 29 anos é formal.

  • O Ibovespa supera 209 mil pontos e o dólar fica abaixo de R$ 5 depois do primeiro turno.

  • A direita amplia as bancadas no Congresso nas eleições de 2026.

Câmara dos Deputados

  • Plenário: semana sem votações e debates.

Senado Federal

  • Plenário: PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado. Posição do Livres: a regra uniforme ignora a diversidade dos setores e da economia, e pode elevar a informalidade.

Supremo Tribunal Federal

  • O Plenário deve retomar a análise do Recurso Extraordinário 835818 (Tema 843 da repercussão geral), sobre a exclusão dos créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.

  • Continuidade do julgamento do Recurso Extraordinário 1141156 (Tema 1.016), sobre a inclusão de expurgos inflacionários na correção monetária de depósitos judiciais.

  • Análise da ação contra decisões da Justiça do Trabalho que obrigam o governo do Espírito Santo a pagar adicional de insalubridade de 20% a merendeiras e auxiliares de serviços gerais terceirizados da rede pública de ensino.

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